¹

22.11.17

POPULAÇÃO DE TUPARETAMA É CONVIDADA PARA AUDIÊNCIA PÚBLICA NESTA QUINTA PARA DISCUTIR PLANO DE MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS


14.11.17

TUPARETAMA - LEMBRANÇAS DO TEMPO (04)










12.11.17

HÁ 25 ANOS ACONTECIA EM TUPARETAMA A 1ª APRESENTAÇÃO DA BANDA FILARMÔNICA PAULO ROCHA


Por Tárcio Oliveira

Uma data bastante significativa será comemorada esta semana em Tuparetama. Trata-se dos 25 anos da primeira apresentação oficial da Banda Filarmônica Paulo Rocha, sob a regência do inesquecível Mestre Ulisses. O aniversário é merecedor de comemoração, pois reafirma a importância cultural e a persistência da Banda Paulo Rocha, patrimônio do município.  Num lugar onde Cultura é confundida com evento festivo e onde grupos e bandas não conseguem longevidade, a presença ativa da Banda Paulo Rocha merece nossos aplausos.

Pedro Tunu e Vitalino Patriota saúdam o Professor Ulisses (ao centro)
após apresentação de estréia da Banda (1992)
Como ex-diretor e ex-secretário de Cultura nas gestões passadas dos prefeitos Pedro Tunu e Vitalino Patriota, respectivamente criador e renovador da Banda Paulo Rocha, tive o privilégio de acompanhar de perto, passo a passo, todas as ações, dificuldades, superações e realizações da Banda e a trajetória de tantos músicos que por ela passaram.  Mais que isso, embora não sendo músico, pude contribuir um pouco com essa história, tendo a satisfação de ser o criador de todos os fardamentos, civis e de gala de 1990 a 2014 utilizados pelos músicos da banda, além das logomarcas da Filarmônica.  

Integrantes da Banda Marcial Paulo Rocha
Mas vamos ao que importa, a história: A trajetória da Banda Paulo Rocha começou no início da década de 80, quando foi criada uma Escola de Música na cidade pelo então prefeito Pedro Torres Tunu. Ele recuperou alguns instrumentos da antiga Filarmônica Bom Jesus e adquiriu outros novos. Foi Pedro Tunu também quem deu o nome de Paulo Rocha à escola e posteriormente à banda.  Uma curiosidade interessante é que a escola de música funcionou inicialmente numa sala dentro da Prefeitura Municipal ao lado do gabinete do prefeito. O local era provisório mas inconveniente, daí veio a mudança para uma sede mais apropriada, num armazém na travessa Andrelino Rafael. Os primeiros alunos da escola de música formaram a Banda Marcial Paulo Rocha que chegou a apresentar-se com mais de 60 componentes nos desfiles de 7 de setembro da cidade.

Em 1990 o Prefeito Vitalino Patriota se empenhou em reativar a Escola e Banda Paulo Rocha. Adquiriu novos instrumentos e contratou o professor Ulisses Lima (Belo Jardim) para as aulas, que aconteceram numa sala da Escola Paroquial. Sob a regência do professor Ulisses e coordenação da Casa da Cultura, formou-se a Banda Filarmônica Paulo Rocha.  Sua primeira apresentação pública oficial deu-se em 15 de novembro de 1992, data que completa 25 anos. A programação de 15 de novembro de 1992 incluiu alvorada musical pelas ruas da cidade, missa em ação de graças na igreja matriz, retreta no centro da cidade à noite e oferecimento de um coquetel para os músicos e seus familiares. (Confira os vídeos a seguir






Componentes da Banda Paulo Rocha sob regência de Cheiroso
Com a saída do professor Ulisses em 1993, os ensaios e regência da banda foram assumidos pelo músico Cheiroso, de Sertânia. 

Depois de Cheiroso tivemos algumas tentativas rápidas e sem sucesso com outros regentes da região. A retomada do brilhantismo e recuperação da Banda Paulo Rocha do final dos anos 90 até a atualidade se deu pelas mãos de músicos formados pelo Mestre Wlisses, filhos de Tuparetama, ou seja, pelos regentes Mário Jorge Liberal Soares, Cícero Gilvan da Cruz (Doda) e Givanildo Neves.  Givanildo é o atual professor de música e regente da Paulo Rocha, sendo também o músico com maior tempo de regência à frente da Banda. 


Homenagem ao Professor Ulisses na Festa dos 40 anos de Tuparetama, no 1º Encontro de Bandas de Música.
Prefeito Vitalino Patriota entrega placa ao regente da Banda Paulo Rocha,  Mário Jorge L. Soares
Momentos diversos da Banda Paulo Rocha sob regências de Cheiroso, Doda e Jorge Soares ( da esquerda para a direita, de cima para baixo)
Regente Givanildo e músicos da geração atual da Banda Paulo Rocha
Banda Paulo Rocha em apresentação de 7 de setembro sob a regência de Doda
Banda Paulo Rocha em apresentação nas comemorações do Cinquentenário do município.

8.11.17

A REDAÇÃO DO ENEM E A REFLEXÃO SOBRE A SURDEZ QUE ASSOLA O PAÍS

Ilustração: Raimundo Pajeú

Por: Professor Damião dos Santos
Texto compartilhado via Whatsapp

O tema da redação do ENEM nos remete, não tão somente à questão da surdez patológica, a dificuldade de ser ouvido. A surdez do alunos frente ao professor em sala de aula. O professor chega na sala, aula na "ponta" da língua. Ninguém escuta, ninguém ouve. Surdez total. Terceiro ano noturno: os alunos não viram nem "ouviram" o professor chegar na sala. 

A massa, o povo, não ouve grito de alerta: Reforma Trabalhista, Reforma da Previdência; todos estão surdos, cegos e mudos. Adeus direitos. Ninguém ouve, apenas um "apóstolo" , solitário, pregando no deserto. No deserto das multidões, finge-se de surdos para não ouvir. Finge-se de surdos para não ouvir do outro o grito de socorro. Falou comigo? "Desculpa!", eu não ouvi. 

O governo retirou dez reais do salário mínimo. Segundo a equipe econômica, a idéia é economizar trezentos milhões de reais. Contudo, para não ser investigado Michel Temer, o "Presidente", torrou doze bilhões de reais. 

No próximo Sábado, onze de novembro a reforma trabalhista entra em vigor: Centrais Sindicais, intelectuais orgânicos, segundo a teoria de Gramsci chamam os trabalhadores, convocam as massas. Vamos à luta! Estão esvaziando nossas panelas que, vazias não batem mais. 

Um apóstolo solitário no deserto grita, conclama, grita. Mas ninguém ouve. Surdos por conveniência. 

A surdez já não é mais patológica. A surdez agora é opcional. Seja por analfabetismo, seja como dizia Berthold Brecht: analfabetismo político. Todos estão surdos.


FOLHA PE DESTACA TRABALHO POÉTICO DA TUPARETAMENSE MARIANA TELES



A poesia popular e feminina de Mariana Teles
Por: Daniel Medeiros, Folha de Pernambuco 

O nome de Mariana Teles, poeta pernambucana de 22 anos, vem ganhando destaque e reconhecimento em um universo onde a presença feminina ainda é pequena. A poesia popular é uma paixão que ela abraçou desde muito cedo, hoje exercida em paralelo ao ofício de advogada.

Entre uma atividade e outra de sua agenda atribulada, a escritora separa um tempo para preparar seu terceiro livro, ainda sem título, mas que deve ser lançando no primeiro semestre do próximo ano. "Vai ser uma compilação das minhas várias vertentes. Não vai deixar de ter o fio condutor da minha história, que é a poesia popular, mas terá também artigos políticos e sociais. Será um reflexo da minha formação jurídica e da poesia como condicionante dessa formação", adianta.

Mariana e seu pai, o poeta Valdir Teles. 
A obra será publicada pela Editora Halley, do Piauí, mesmo selo que lançou os dois primeiro trabalhos dela: "De verso em verso" (2011) e "Um novo mar de Poesia" (2015). A verve literária da advogada tem origem genética e geográfica. Filha do respeitado cantador de viola Valdir Teles, ela manteve contato direto com essas tradições. "Sou de Tuparetama, no Sertão do Pajeú, que é nacionalmente conhecida como uma região muito forte para a poesia popular nordestina. Nós exportamos para o mundo poetas como Rogaciano Leite, Lourival Batista, Dedé Monteiro Então, eu cresci tendo essas pessoas como meus ídolos", conta.

Mariana aprendeu a ler por meio dos cordéis que o pai trazia de suas viagens. Ainda criança, começou a escrever seus primeiros versos. Na adolescência, gravou um CD declamando alguns de seus poemas. O material fonográfico deu origem ao primeiro livro da artista, que lançou ainda mais um disco, chamado de "Predestinação".

O fato de ser mulher nunca a impediu de estar entre os poetas, mas ela não nega que exista hostilidade à presença feminina nesse meio. "Em qualquer atividade que a mulher entre e se destaque, ela vai sentir resistência. No Interior, por ser um ambiente extremamente machista, isso é muito forte. Mas estamos conseguindo conquistar um espaço de protagonistas. Hoje em dia, só no Pajeú, posso contar cerca de 15 mulheres que estão levantando essa bandeira, na militância da poesia popular", aponta.

31.10.17

AGENDA CULTURAL DA REGIÃO TEM 25ª FESTA DE ZÉ DANTAS EM CARNAÍBA E FESTIVAL SERTÃO ALTERNATIVO EM AFOGADOS DA INGAZEIRA





13º ENCONTRO NORDESTINO DE XAXADO MOVIMENTA SERRA TELHADA


O 13º ENCONTRO NORDESTINO DE XAXADO em Serra Talhada reunirá grupos de xaxado de todo nordeste e convidados do sul e norte e acontecerá nos dias 01, 02, 03, 04 e 05 de novembro, na Estação do Forró, com polos no CÉU DAS ARTES, na Feira Livre e em Escolas públicas, em Serra Talhada. O evento tem o incentivo do FUNCULTURA / FUNDARPE / SECRETARIA DE CULTURA / GOVERNO DE PERNAMBUCO. 

Realizado desde 2002, é um dos mais importantes do interior do estado e reúne grupos para apresentações, além de Oficinas de danças, palestra sobre patrimônio, feira de artesanatos da região, mostra de comedoria sertaneja, apresentações musicais, passeio turístico ecológico ao Sítio Passagem das Pedras (onde nasceu Lampião) e a Fazenda Pedreira (do primeiro inimigo de Lampião, Zé Saturnino) e o Baile Perfumado, no Clube da Fazenda São Miguel, com Assisão. 

Cleonice Maria, presidente da Fundação Cabras de Lampião, entidade responsável pelo evento,  revela que houve um cuidado especial em cada detalhe da programação deste ano. Desde os locais que receberão as apresentações, até os Grupos e Cias convidados para participarem da festa. "Esse ano o Encontro Nordestino de Xaxado, o bicentenário da Revolução Pernambucana e 120 anos de nascimento de Lampião, tudo foi pensado nesse contexto. Os locais onde acontecerão os espetáculos são espaços emblemáticos na batalha cultural de Serra Talhada: A Estação do Forró, principal polo de apresentações, está instalado o Museu do Cangaço, o Parquer de Esculturas Ronaldo Aureliano e a Academia Serra-talhadense de Letras. O Pátio da Feira Livre tem uma relação íntima com a história do grupo, foi onde tudo começou, onde os Cabras de Lampião fizeram sua primeira apresentação". 

Ainda segundo Cleonice, "os grupos que foram selecionados e convidados esse ano são grupos que têm trajetória de luta e resistência em suas cidades e região, que conhecemos nas estradas da cultura, nos festivais e que sempre contribuíram bastante com nossa caminhada". 

PARA CONFERIR A PROGRAMAÇÃO COMPLETA E OUTRAS INFORMAÇÕES:
FUNDAÇÃO CULTURAL CABRAS DE LAMPIÃO 
Museu do Cangaço Vila Ferroviária, S/Nº - Centro CEP: 56.903-170 
Serra Talhada - Pernambuco 
Tel: (87) 3831 3860 / 9938 6035 
E-mail: cabrasdelampiao@gmail.com

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...