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6.5.17

IMPACTOS DAS REFORMAS DA PREVIDÊNCIA E TRABALHISTAS FORAM TEMA DE DEBATE REALIZADO PELO SINTET, SINTEPE, CNTE E CUT NA ESCOLA ERNESTO DE SOUZA LEITE


O SINTET – Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Tuparetama, em parceria com o SINTEPE, CNTE e CUT, realizou na Quadra de Esportes da Escola Ernesto de Souza Leite um debate sobre a proposta de reforma da Previdência do governo (golpista) Temer.
Com o tema “OS IMPACTOS DAS REFORMAS DA PREVIDÊNCIA E TRABALHISTA EM NOSSA VIDA” o debate teve como convidado e expositor o professor Heleno Araújo, Presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação).
O convite do SINTET reuniu um público diversificado, com professores(as) e funcionários(as) administrativos(as) da educação, estudantes e servidores municipais na noite da última quinta-feira, 04 de maio.
A mediação do debate foi conduzida por uma de suas idealizadoras, a professora Lucivanda Patrícia e a mesa do Debate contou também com representações do SINTEPE (Edeildo Marques), do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de São José do Egito (Rosângela Leopoldino), do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tuparetama (Josivan Antônio), da Câmara Municipal de Vereadores (vereador Danilo Augusto), das Escolas Ernesto de Souza Leite e EREM Cônego Olímpio Torres (Felipe Pedro Aragão e Silvania Amorim), do advogado, blogueiro e ex-vereador Joel Gomes e da presidente do SINTET, Zilma Araújo.
Em sua explanação o presidente da CNTE, Heleno Araújo, falou sobre alguns dos pontos mais polêmicos e impactos do pacote de maldades que o governo Temer, resultado do golpe parlamentar de 2016, já vem causando e pode ainda se ampliar sobre os trabalhadores e camadas mais pobres do país.  O enfoque principal se deu sobre a proposta de reforma da previdência. Araújo confrontou vários casos e situações de desrespeito com os servidores, as incoerências das “justificativas” do projeto e a falta de aplicabilidade correta do recursos e impostos no Brasil.
Já Edeildo Marques, diretor do SINTEPE, contribuiu para o debate conduzindo os presentes a uma reflexão sobre os mecanismos do golpe parlamentar em curso no país e as conseqüências negativas para a população com as atuais propostas de Reforma da Previdência e Reforma Trabalhista.
Dentre os componentes da Mesa, falaram Joel Gomes e Josivan Antônio sobre as conseqüências jurídicas da reforma e as penalizações que já vem sofrendo os trabalhadores e trabalhadoras rurais, respectivamente.


O debate se estendeu com a participação do público presente e o encaminhamento de ações a serem realizadas na comunidade visando informar e mobilizar os(as) trabalhadores(as) sobre os impactos negativos em suas vidas caso as propostas de reformas da previdência e trabalhista sejam aprovadas.
Falando ao blog, após o evento, a presidenta do SINTET, Zilma Araújo, ressaltou a satisfação de contar com a presença de um conhecedor da luta e dos direitos dos trabalhadores como Heleno Araújo e a importância de momentos como esse do Debate, que “contribui para o esclarecimento e a mobilização das pessoas, sobretudo dos(as) educares(as) que são uma das categorias mais prejudicadas com a proposta de Temer”.
A gestora da Escola Estadual Ernesto de Souza Leite, professora Lúcia Pessoa considerou como muito esclarecedora a noite de Debate. ”Foi bastante oportuna esta  iniciativa, trazendo reflexões necessárias sobre um tema tão preocupante como esse da Reforma da Previdência. De modo geral parece que as pessoas ainda não tem noção do que será de nossa vida funcional caso tal projeto seja aprovado na Câmara e no Senado. Nós não podemos assistir calados e imobilizados o desmonte de direitos e garantias sociais. Nenhum direito a menos.”
FOTOS: Ivaí Cavalcante e Tárcio Oliveira





3.5.17

POR AÍ... CAMINHOS DO SERTÃO EM TEMPOS DE INVERNADA (06)
















26.4.17

LANÇAMENTO DAS OBRAS VENCEDORAS DO 4º Prêmio Pernambuco de Literatura

Divulgação
Um romance metanarrativo, um livro de contos que flertam com o fantástico e a prosa poética, e ainda três poemários nada óbvios – que buscam caminhos experimentais para evidenciar conflitos ou sugerir rupturas nas relações entre indivíduos e a sociedade -, integram a mais recente coleção da Cepe Editora. São os livros vencedores do 4º Prêmio Pernambuco de Literatura, iniciativa do Governo do Estado (Secult-PE, Fundarpe e Companhia Editora de Pernambuco) que serão levados ao público no próximo dia 27 de abril.

O lançamento coletivo das cinco publicações será no Museu do Estado, com a presença dos escritores premiados: Álvaro Filho (Curso de Escrita e Romance – Nível 2 ); Camillo José (A Dakimakura Flutuante); Walther Moreira Santos (Todas as Coisas Sem Nome); Paulo Gervais (Paulatim); e Philippe Wollney (Ruinosas Ruminâncias).
Para o Secretário Estadual de Cultura, Marcelino Granja, “a coleção é um retrato do nosso tempo, do atual momento da produção literária em diversas regiões do Estado”. Ainda de acordo com o secretário, “é motivo de celebração o nascimento destes novos livros pernambucanos, ainda mais por refletirem esse exercício tão necessário às artes de um modo geral, que é o do questionamento dos cenários pré-estabelecidos, da busca por formas e discursos que apontem para uma sociedade cada vez mais diversa e rica culturalmente”.
O diretor-presidente da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), Ricardo Leitão,  destaca a importância do certame literário. “O lançamento dos livros dos vencedores do 4º Prêmio Pernambuco de Literatura confirma dois pontos essenciais: o compromisso do Governo do Estado com a identificação e promoção de novos talentos literários e a integração de esforços da Fundarpe e da Cepe, mais uma vez renovada, com o objetivo de fomentar a cultura em Pernambuco”, assegurou.
A continuidade do Prêmio está consolidada no Programa Estadual de Governo para a Cultura. As inscrições para a 5ª edição encerraram-se no dia 15 de fevereiro. Mais de 115 escritores pernambucanos ou residentes no estado estão concorrendo e o resultado deve ser anunciado no próximo mês de agosto.
CIRCULAÇÃO DOS LIVROS
A Cepe Editora garante a distribuição formal das obras por livrarias e feiras de todo o país. Já a Secult e a Fundarpe, que encabeçam a política pública para a Literatura no Estado, darão continuidade a projetos que favorecem a circulação das obras e o gosto pela leitura entre os mais jovens. É o caso do projeto Outras Palavras que, de 2015 até aqui, já destinou mais de 4 mil livros pernambucanos a 220 bibliotecas de escolas públicas.
Para a Presidente da Fundarpe, Márcia Souto, “além da entrega dos livros, o projeto leva os escritores premiados às escolas, possibilitando vivências e trocas de informações que estão contribuindo com a formação dos estudantes, despertando-os para a nossa literatura e estimulando talentos em todas as regiões do estado”. Além da premiação total no valor de R$ 40 mil e publicação de 1.000 exemplares de cada obra, os escritores premiados circulam pelos municípios integrando outras programações culturais organizadas pelo Estado, como rodas de diálogo e oficinas literárias do Festival de Inverno de Garanhuns.
AS OBRAS
Grande vencedor da quarta edição do Prêmio, Curso de Escrita e Romance – Nível 2, é o quinto livro do jornalista e professor Álvaro Filho. Nele, um aspirante a escritor escreve um livro em que narra sua participação em um curso de escrita criativa e passa a viver sua própria história. Com elementos fantásticos e muita autoironia, a obra brinca com os clichês dos romances policiais noir em um jogo metanarrativo com a própria estrutura do gênero.
Se os senhores jurados têm em mão esse livro é porque me tornei um escritor e, felizmente, estou vivo. Ou não, não sei muito bem, talvez seja o contrário. Não sou o que se pode chamar de um narrador confiável. Não por um desvio de caráter, que fique claro, mas justamente por que a aventura que me transformou, ou não, num escritor, me levou a desconfiar dos outros, da realidade e, principalmente, de mim.
A Dakimakura Flutuante é o novo livro de poemas do recifense Camillo José. Com uma dicção experimental que remete à estética vaporwave (movimento artístico contemporâneo caracterizado pela admiração à cultura retrô dos anos 90), a obra traz uma  imensa quantidade de referências intertextuais, que vão desde a literatura à cultura pop, incluindo música, séries de TV, cinema, games, animes e tecnologia.
aromatizado lubrifica garganta; ca-
nudo de milk-shake conduz espuma.
a proposta é simples e sem verdura.
você recalibra os patins, saca uma
marreta da bolsa, mordisca a polpa
da cereja, não respeita ninguém:
— i think it’s time to blow this scene
get everybody and the stuff together
ok, three, two, one let’s jam —
too kawaii to live, too sugoi to die:
que invenção juvenil é a juventude.
[misirlou twist’s solo intensifies]
Em Todas as Coisas Sem Nome, Walther Moreira Santos – que possui mais de 30 livros publicados – apresenta uma linguagem precisa e uma técnica apurada para contar histórias como a de um filho que trata dos espólios do pai pedófilo; a de um menino abusado pelo tio evangélico que consegue uma vingança inesperada, entre outros contos que flertam com a prosa poética e o universo fantástico.
Eu e minhas tantas palavras – quando Deus é silêncio. Eu e meus tantos escritos-vaidades. Vivendo em um mundo onde pão, poesia e Verbo são uma só coisa. Enquanto o Mundo-Realidade é feito de Concreto, Fábricas de Mentiras, Golpes de Estado, Rios Envenenados, Florestas Incendiadas, Estupros Coletivos, Crianças Explodindo com vinte quilos de PETN amarrados ao corpo.
O garanhuense Paulo Gervais traz em Paulatim, seu segundo livro de poemas, temas como a relação entre o homem, a terra e o sagrado ou o conflito entre a contemplação e a ação frente ao mundo. De dicção serena e firme, marcada pela forma fixa de dezoito versos que conferem unidade à obra, a poética de Paulo trata ainda a humanidade de maneira delicada atemporal.
Amigo paulo,
quão pouco representa
a ti mesmo o cálculo
da vida que encenas:
como abrir janelas
sobre o voo da ave;
reunidas as imagens
de sua passagem,
dizem dela
o voo quebrado;
não fazem as pernas
este salto,
nem a pessoa, o contágio
deste discurso;
Aos poucos, paulo,
talvez resulte, avulso,
não quem és, deveras,
mas a nossa quimera.
Em Ruinosas Ruminâncias, o goianense Philippe Wollney reafirma uma dicção bastante imagética, com poemas que rompem construções morfológicas e fonéticas, ressaltando a memória como elemento de prevalência ou ruptura das relações entre indivíduos e a sociedade.  Quinto livro do poeta e produtor cultural, este poemário pode ser lido como um grande poema de amor, um dos temas mais difíceis de tratar sem cair no lugar comum.
Phillipe Wollney
SERVIÇO
Lançamento dos livros vencedores do 4º Prêmio Pernambuco de LiteraturaData: Quinta-feira, 27 de abril de 2017 | Local: Museu do Estado de Pernambuco – Av. Rui Barbosa, 960 – Graças/Recife
Horário: 19h

Fonte: www.cultra.pe.gov.br 

25.4.17

TUPARETAMA 55 ANOS - O 1º dia da cidade, 11 de abril de 1967


Centro de Tuparetama no final da década de 60 e início dos anos 70 
O 1º dia da cidade, 11 de abril de 1967 

A Lei Estadual nº 3.332 de 31 de dezembro de 1958 criou o município de Tuparetama, desmembrando-o de Tabira, do qual era Distrito. Porém a instalação oficial do município só aconteceu em 11 de abril de 1962, que passou a ser a data oficial da sua emancipação política, ou de forma mais popularmente adotada, a data de aniversário da cidade e do município. 

Dias antes, em 07 de abril, o comerciante João Tunu da Costa que fora nomeado prefeito interino do município,  tomara posse e assinara os documentos necessários para instalação do novo município na cidade de Recife. Sua investidura no cargo e a inauguração da Prefeitura aconteceu no dia 11 de abril, conforme registrado na ATA DE INSTALAÇÃO DO MUNICÍPIO DE TUPARETAMA: 

 “Aos 11 (onze) dias do mês de abril do ano de 1962 na cidade de Tuparetama, sede do município do mesmo nome, que, pela Lei nº 3.332 de 31 de dezembro de 1958, foi desmembrado do Município do Tabira, deste Estado de Pernambuco, ao qual pertencia como sede do terceiro distrito, aí, à rua Cel. Manoel Benedito, s/n, no prédio onde iria funcionar a nova edilidade, compareceu o cidadão João Tunu da Costa, primeiro prefeito do novo município, nomeado pelo Exmo. Sr. Governador do Estado, engenheiro Cid Feijó Sampaio, cujo ato recebeu o número 954, datado de 06 do mesmo mês de abril, já tendo prestado compromisso e tomado posse do cargo perante o Exmo. Sr. Secretário de Estado dos Negócios do Interior e Justiça, na cidade do Recife, em data de 07, ainda no referido mês de abril, declarou em presença de diversas pessoas da sociedade local aí presentes, instalado o novo município de Tuparetama para o qual havia sido nomeado , conforme acima menciona, e, que, de acordo com a referida Lei 3.332, de 31 de dezembro de 1958, passava a pertencer ao seu território a Vila de Ingazeira e o povoado de Santa Rita. Eu, Maria Salete Nogueira, a escrevi. (aa) João Tunu da Costa; Pedro Torres Tunu; Jose Sotero de Menezes; José Felipe de Oliveira; João Ângelo da Silva; Antônio Marques da Silva; José Nonardo da Cruz; João Silvestre da Silva; Luiz Filomeno de Vasconcelos; Sebastião Cavalcante de Siqueira; Elias Souto Siqueira; José Ferreira dos Santos; Cipriano Xavier de Lima; João Felipe de Lima; Belarmino Lopes da Silva; Alonso Rodrigues de Souza; Oton Leite de Oliveira; Sebastião Dias de Oliveira.” 

Centro de Tuparetama no final da década
de 60 e início dos anos 70
 
A escolha do nome de João Tunu para o cargo de prefeito, foi feita pelos‘Baluartes da EmancipaçãoSeverino Souto, Abílio Leite, Oton Leite e Pedro Tunu”, tendo como principal razão a sua situação financeira, sendo por isso o único dentre o grupo em condições de bancar as despesas com viagens, com documentos e com a implantação da prefeitura. João Tunu foi convencido por seu filho Pedro Torres Tunu a bancar essas despesas desde o início da campanha de emancipação. 

Os primeiros cargos públicos do novo município foram distribuídos pelos Udenistas de Tuparetama ( partido político da situação) entre seus parentes e amigos. Pedro Torres Tunu foi nomeado como Coletor Estadual; Severino Souto indicou seu filho Severino Souto Filho para o cargo de Tabelião e seu irmão, João Souto, como agente Arrecadador (Guarda Fiscal); Oton Leite indicou Quitéria Carneiro para a zeladoria da Escola Ernesto e indicou Zé Marques e Antônio de Hilário para os cargos de Oficiais de Justiça; Abílio Leite indicou Pedro Damião para as funções de Carcereiro e a si próprio como Delegado do SAPS. 

No ano seguinte, em 1963, realizam-se as primeiras eleições do novo município, elegendo Severino Souto de Siqueira para prefeito. De modo dinâmico, com entrega literal de corpo e alma, ele dedicou-se à ‘construção’ do município de Tuparetama, fazendo-o até onde lhe possibilitaram os limitados meios físicos, econômicos, políticos e sociais da época.

Tárcio Oliveira
Texto adaptado de "Tuparetama, o Livro do Município" 
Por gentileza citar a fonte e autor ao utilizar essas informações

UMA TARDE DE DOMINGO NO TEJUAÇU














Todas as fotos: Emília Lopes Nogueira
As fotos foram editadas em Pixlr-O-matic
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