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11.10.12

PRIMEIRA ENTREVISTA DE DÊVA PESSOA COMO PREFEITO ELEITO

Dêva Pessoa concedeu sua primeira entrevista como prefeito eleito de Tuparetama para 2013-2016, para os jornalistas João Carlos Rocha e Marcelo Patriota, da Rádio Gazeta FM. A seguir, um resumo com os principais trechos da entrevista realizada hoje (11/10) às 10 horas da manhã:

Dificuldades no início da campanha:  “Na nossa primeira reunião, no Bairro Santa Luzia, contamos com (a presença de) 19 pessoas” 

Sobre a mudança do Deputado Ângelo Ferreira para o grupo de Sávio Torres/Valmir Tunu: "O deputado Ângelo Ferreira foi uma perda que de fato abalou nossa campanha. Mas eu costumo dizer que a perda maior é aquela que não pode ser reconquistada. E eu considero a maior perda de minha campanha o falecimento do Dr. Luiz Gonzaga Perazzo, porque foi uma perda que eu não pude mais recuperar, era uma pessoa de muita experiência, que esteve comigo em ( na campanha de) 2008, e que de fato eu perdi. Então eu senti esse abalo (da morte de Gonzaga Perazzo) bem maior que a mudança de palanque de Ângelo Ferreira. Ele apostou no palanque adversário e perdeu sua base em Tuparetama". 

Como nasceu sua candidatura: "Nós temos um grupo que é conceituado em Tuparetama como “o grupo dos meninos”, a campanha nasceu dentro deste grupo, nas reuniões com cafezinho na casa de Junior Honorato, na rua Bom Jesus". 

Caldinho e militância: "Eu agradeço a minha militância, a coordenação da campanha, aos companheiros e companheiras que foram às ruas. Aqueles que eu chamo de “companheiros de caldinho”.  O apelido surgiu porque nas primeiras reuniões nós levávamos 5 litros de caldo, (era caldo de macaxeira, caldo de feijão) 2 litros de coca e 2 litros de aguardente, e muitas vezes voltávamos para casa com sobras de caldo e bebida porque não tinha a quem ofertar (risos)". 

Quando começou a sentir o apoio do povo na campanha: "No final de agosto a gente fez algumas reuniões na zona rural e a primeira reunião na qual eu senti que fato a coisa estava crescendo foi no Bom Sucesso, na casa do Sr. Dão Bezerra, com bastante gente já e dali adiante só aumentou a quantidade de pessoas. No dia 10 de setembro fizemos um comício ( aí já podíamos chamar de comício) e de fato constatamos que a campanha estava nas ruas, que o povo tinha absorvido nossas propostas, nossa mensagem, e que a partir dali nós já estávamos partindo para uma vitória eleitoral". 

A idéia dos tratores na rua: "Por eu ser ligado ao IPA e ao povo da zona rural, muitos deles possuem tratores, então resolvemos colocar esses tratores nas ruas para demonstrar que o povo do campo estava conosco. Se nós não tínhamos veículos, nosso povo é pobre anda a pé, de moto ou de bicicleta, o que podíamos fazer era colocar isso nas ruas". 

Propostas para o povo: "Pairava sobre Tuparetama um clima de perseguição, de prepotência, o povo não estava mais aguentando esta situação e muitos da população apostaram na nossa candidatura. O povo veio à praça pública, vestiu a camisa vermelha, veio fazer parte da militância. Trabalhamos nesse sentido, dizendo que queríamos uma Tuparetama livre. Que havia necessidade de quebrar esse tabu de um governo que fazia 30 anos que administrava o município, necessidade de um governo novo, de um grupo novo, de dar oportunidade a quem não tinha. Discutimos todas as propostas no palanque. Pedimos um debate, queríamos discutir as propostas para Tuparetama mas não fomos atendidos pela oposição". 

Falta de recursos financeiros para a campanha: "Quem fez minha campanha foi o povo de Tuparetama. Foi a população que bancou minha campanha, por isso eu digo que meu mandato é realmente do povo e eu não tenho direito de falhar". 

O desafio da estiagem: "Precisamos de imediato acudir a população rural que está sofrendo com falta de água. Nenhuma hora de máquina, de desassoreamento de barragens foi implementada no município de Tuparetama, nenhum poço tubular foi perfurado até a presente data no município".

A cara do futuro governo: "Estou esperançoso de que podemos fazer um grande governo no município de Tuparetama. Um governo voltado não para calçamentos por que isso já tem, graças a Deus, não voltado para obras de construções, mas um governo voltado para as pessoas, para que elas se sintam bem ao chegar no hospital, ao serem atendidas na assistência social etc. um governo que terá como meta a transparência, que sentará com as entidades de classe, as associações rurais e urbanas, sindicatos... um governo democrático, popular, que vai estar nas ruas ouvindo o povo como estou fazendo, porque quando o povo está reclamando nas ruas e a equipe de governo está dizendo que o povo não tem razão, eu acredito mais na população do que numa equipe".

Estilo de trabalho para a equipe de governo: "Estou dando um recado de imediato para a equipe que vai trabalhar comigo. A equipe do meu governo tem que estar nas ruas, sintonizada com o povo, ouvindo a população".


2 comentários:

Hesdras Souto disse...

Ouvimos todos os tipos de piadinhas, assim como as constantes chacotas em relação ao nosso grupo e nossa campanha. Fomos totalmente desacreditados por grande parte dos políticos da cidade. A campanha cresceu, o povo acreditou e ajudou e assim vencemos uma luta que quase ninguém quis apostar em nós.

Nossa vitória é linda, é histórica, é sensível, é verdadeira. Nossa luta por uma Tuparetama melhor apenas começou.

Parabéns meu amigo Dêva, estaremos sempre ao seu lado para outras futuras batalhas.

E PARABÉNS TUPARETAMA!!!!

Jefferson M. S. de Siqueira disse...

Tuparetama hoje pode dizer que está livre. O povo decidiu fazer justiça, utilizando a sua arma mais poderosa que é voto, o direito de escolha demonstrada através do semblante de cada cidadão que preferiu, ao invés de continuar, mudar. Mudar para dias melhores, dando ênfase para os interesses mútuos da população, que ultimamente vem sofrendo calado, com “medo” de perseguições. Mas ficou exposto durante toda a campanha que o “nosso medo é nenhum”, apesar das taxações vindas de pessoas que só se fundamentam da ignorância como fonte de argumento, mostramos como é que faz uma campanha política. E não adianta falar em traição, pois foi o povo que escolheu Deva para ser prefeito de Tuparetama, e não uma família. O importante é que sirva de lição para as próximas eleições municipais, que não adianta querer comprar a consciência da população, pois a dignidade de um povo vale mais que qualquer dinheiro sujo, adquirido da forma mais desonesta que existe.

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