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5.7.13

HOJE TEM CANTILENA NA INGAZEIRA. AMANHÃ É DIA DE BALAIO EM TUPARETAMA



As atrações especiais deste BALAIO

O homenageado do mês, poeta "Zé de Cazuza"

José Nunes Filho, conhecido como Zé de Cazuza, nasceu no sítio Boa Vista, na cidade de Monteiro (PB), em 13/12/1929. Começou a frequentar as cantorias aos cinco anos. Aos seis, já guardava versos na cabeça. Quando se mudou para a zona rural de Prata, onde vive até hoje trabalhando também com agricultura e criação de gado, foi vizinho de Zé Marcolino, mestre cantado por Luiz Gonzaga. 

Em sua casa costumavam ir Lourival Batista e Pinto do Monteiro, dois dos maiores do seu tempo. “Foi ouvindo estes dois que eu comecei a decorar versos. Já fui mais decorador, quando não havia gravador. Agora todo mundo está gravando cantoria. Mas só decoro versos de cantador que merece. Tem muitos deles que têm queixa de mim porque acham que eu não dou valor a eles. Se as pessoas me perguntarem se eles são bons, digo que são boas pessoas, já os versos que fazem... Tem cantador aí que cantou 30 anos em rádio e ninguém lembra um verso dele, se perdeu tudo”, comenta o “Gravador Humano”, seu apelido. 

Há cinco anos, foi reconhecido como Mestre das Artes da Paraíba, equivalente ao registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco. Nas palavras de Jansen Filho, Zé de Cazuza é um "misto de vaqueiro e poeta, alma coberta de sol e poesia". Segundo o folclorista Francisco Coutinho Filho, ele é "o mais apurado admirador sertanejo da nossa poesia brava". A veia lírica corre pela família. Seu pai foi o cordelista Cazuza Nunes. 

De sete filhos, quatro seguiram carreira artística. Miguel Marcondes e Luís Homero vieram para o Recife e há dez anos fundaram o grupo Vates e Violas; já Felizardo Moura além de grande declamador,é apresentador de festivais de violeiros e radialista, e Antenor Cazuza que esta se revelando um grade forrozeiro. "Ele passou a vida elogiando e recitando grandes cantadores. Um dia, ele percebeu que é um deles", disse um de seus filhos. 

Ele é capaz de memorizar versos que foram pronunciados uma única vez e guarda na memória centenas e mais centenas de poemas, causos, canções e pelejas, de alguns dos maiores nomes da história do repente. E atualmente, aos 80 anos, sua memória ainda impressiona tanto, que foi personagem do programa Globo Repórter, da TV Globo, num especial sobre memorização. Zé deu dicas de como memorizar, declamou poemas e garantiu que só consegue memorizar poesias boas. Não fosse a memória dele, preciosidades da poesia teriam se perdido na época em que não havia gravador. 

QUADRILHA "EXPLOSÃO JOVEM"DA CIDADE DE TABIRA-PE: 

A Quadrilha surgiu no ano de 2005, com a iniciativa da conferência de jovens, Antonio Federico Ozanam do Bairro de Fátima, com o propósito de trazer lazer aos jovens dos bairros próximos, como também ajudar as pessoas carentes através de arraiais beneficentes. Iniciamos com a quadrilha matuta, com muitas dificuldades, principalmente por não ter apoio na cidade, mas mesmo assim com a ajuda da coordenadora do grupo Marlene que é costureira e sempre nos apoiou, conseguimos derrubar várias barreiras. 

No ano de 2010 a quadrilha adotou um único nome “Junina Explosão Jovem” tornando-se uma quadrilha estilizada. Em 2012 a Junina Explosão Jovem se desligou da Conferência de Jovens, tornando-se uma Quadrilha independente e a cada ano mais conhecida em toda a região, com muita cultura e tradição.
  
Neste ano de 2013, estamos com apoio da Secretaria de Cultura, da cidade de Tabira-PE. e estamos Apresentando o Espetáculo Museu da Cultura, onde resgatamos os Ícones da nossa Cultura como Luiz Gonzaga, Mestre Vitalino, Lampião e Maria Bonita. 

GRUPO "PIFE PERFUMADO" DE ZABELÊ-PB

O mestre dá um banho de perfume na banda e as flautas antes que sai na rua, para dar sorte. A fragrância chega ao público junto ao som, antes que a banda fica visível. As bailarinas entram no palco antes da banda, espalhando incenso, encantamento. Música e perfume têm muito em comum. Ambos carregam lembranças, memórias. 

Quando começamos a retomar a tradição de banda de pífano de tocar em novenas e festas de padroeira na região as pessoas seguiam a banda com lágrimas nos olhos: “Essa música me faz lembrar os meus pais. Essa música não escuto desde que era criança...” Douglas, primeiro pife, tocou muitos anos com Zabé da Loca. Laudivam, segundo pife, é um poeta e músico de São João do Tigre no Cariri. Os percussionistas tocaram com a antiga banda de pífano de Zabelê, cujos pifeiros não existem mais. Os integrantes da banda Pife Perfumado se conheceram durante as apresentações do projeto Novos Palcos e Platéias, realizado em Zabelê – PB e vêm tocando juntos em novenas e festas de padroeira e shows no Cariri paraibano desde outubro de 2010. 

Estreou oficialmente na festa de Reis em Zabelê – PB em janeiro de 2011. Tocou nos eventos do Dia do Apicultor, Expofeira da Agricultura Familiar e no Arraial do Mercado em Monteiro – PB em maio – junho de 2011. Nos dias 21 e 22 de junho se apresentou no projeto Fogueiras de Cultura em Princesa Isabel e Monteiro, respectivamente; participarão do Festival de Cultura Popular Zabé da Loca e do FIG 2012. 

O repertório do grupo inicia-se com músicas de pífano, desde o mais tradicional até novas composições próprias, bem animadas. Uma e outra poesia de autoria própria enlaça uma música com a outra. Depois passa para um forró de rabeca, cantado e instrumental, com elementos de coco, maracatu e ciranda.

O BALAIO CULTURAL tem o apoio do Comércio Local, do SICOOB e da Prefeitura de Tuparetama através de sua Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes, além de outros colaboradores e voluntários.  O evento tem à frente, na organização e produção, o músico Fernando Marques e a produtora cultural Fifita Luciano. 

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