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16.8.13

EMPRESA CONTRATADA PELO GOV. FEDERAL AINDA NÃO INSTALOU CISTERNAS EM TUPARETAMA


Do blog de Marcelo Patriota

Enquanto famílias do campo sofrem com falta de água e dificuldades de abastecimento, 115 Cisternas de PVC distribuídas pelo Governo Federal e que poderiam estar beneficiando a população estão num pátio em Tuparetama a espera da empresa ENGECOL para ser instaladas.  Em contato com os diretores da Engecol, fomos informados que as instalações das cisternas nas residências rurais seriam feitas a partir do dia 15 de agosto.  Por outro lado, o  prefeito Deva Pessoanos informou que já falou várias vezes com aempresa e até agora ficaram só nas promessas de instalação.
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O secretário de Desenvolvimento Rural de Tuparetama, Orlando da Cacimbinha, dono do terreno onde estão as Cisternas de PVC, lamentou que além de preocupado com a situação, a todo momento tem que dar explicação do por quê que ainda não foram instaladas:  "A empresa fica nos enrolando, nos dão novos prazos sem cumprí-los e o homem do campo, que seria o meior beneficiado até agora é o mais prejudicado".

As aquisição e distribuição de cisternas de PVC pelo Governo Federal causam polêmica e recebem reprovação de todas as ONGs, movimentos sociais e organizações que lidam com políticas de convivência com o semiárido. Além disso, a opção economicamente mais viável para a universalização é a cisterna de placas de cimento que tem um custo de R$ 2.200,00, incluindo material de construção e todo processo de mobilização e formação: “Uma cisterna de polietileno custa hoje R$ 5.090,00, só com equipamento e instalação. Se fizermos as contas 300 mil cisternas de polietileno custam aos cofres públicos R$ 1,5 bilhão, enquanto que o mesmo número de cisternas de placas custa R$ 660 milhões”, explica um engenheiro. Os maiores beneficiários da utilização das cisternas de polietileno são os grandes fabricantes. Já as cisternas de placa beneficiam toda uma rede de interesses locais, desde o pequeno comércio de material de construção, à mão de obra ociosa e à comunidade como um todo. Ao mesmo tempo, alimentam o processo de participação cidadã e de solidariedade interna, fortalecendo os laços comunitários. Apesar de tudo o Governo Federal insistiu no programa das cisternas de PVC, como forma de beneficiar as indústrias. Na Paraíba, por exemplo, das 300 mil cisternas disponibilizadas poucas foram instaladas e muitas já começaram a apresentar problemas.

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