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18.4.14

QUAIS OS PROBLEMAS COM A RÁDIO COMUNITÁRIA TUPÃ-FM? ENTENDA A SITUAÇÃO

Uma disputa quase silenciosa pela Rádio Comunitária Tupã-FM vem se arrastando há algumas semanas em Tuparetama. Pessoas ligadas ao ex-prefeito, entre eles seu filho Marcílio Torres, recorreram a justiça contra a eleição de nova diretoria convocada pelos sócios fundadores da entidade, conforme estabelece o estatuto da associação que criou e mantém a Rádio. Os sócios afirmam que Marcilio não tem nenhum amparo legal ou estatutário para administrar a rádio e que ela se encontra em situação precária, conforme denunciaram os próprios locutores. Por outro lado Marcilio e seus auxiliares alegam motivos políticos.

A História da Rádio Tupã-FM

Criada inicialmente com a denominação de Associação Católica Rádio Comunitária Tupã-FM em 05 de março de 1998, a organização teve à frente o administrador paroquial desta cidade, Padre Otaviano Bezerra, que na ocasião ocupou o cargo de presidente. A associação teve mais 12 sócios fundadores que compuseram a 1ª diretoria executiva da Rádio, segundo consta em documentação: [ Silvio Silva Leandro, vice-presidente; Maria Auxiliadora Perazzo Leite, 1ª secretária; José Carlos de Souza, 2º secretário; Manoel Benedito Neto, 1º tesoureiro; Maria de Lourdes Souza, 2ª tesoureira; Pedro Romero Perazzo Leite, Relações públicas; Leônidas Leite de Siqueira, Severina Olimpia Silva, Maria de Lourdes Perazzo, José Eudes Feitosa e Luciêde Leite da Silva, do Conselho Fiscal. Além desses sócios fundadores, a Associação também contava com mais 22 sócios benfeitores.  Segundo os estatutos, somente sócios fundadores e sócios benfeitores podem votar e ser votados para a diretoria da Rádio.

A primeira diretoria foi reeleita em 2000, conforme estatuto da entidade, com algumas poucas renovações. A Rádio Tupã funcionou com registro provisório até 2003, quando foi fechada para regularizar sua situação legal. Entre as exigências, a correção do nome, que por lei não poderia conter denominação religiosa (católica). Os custos necessários para regularização da Rádio (documentos, equipamentos, serviços) foram bancados pelos sócios fundadores e benfeitores, com grande colaboração da comunidade que fez diversas doações financeiras. 

A Rádio permaneceu fechada nos anos de 2003 e 2004, quando finalmente as pendências foram resolvidas e a Rádio voltou a funcionar regularmente. Reaberta a rádio, a sua administração passou por diversas dificuldades e divergências internas. Nos últimos anos, segundo relato dos sócios fundadores, a programação da rádio comunitária “tomou rumos diferentes da proposta original e divergia com o estatuto da mesma”. 

A crise na Rádio Tupã agravou-se neste ano, quando a Diretoria foi convocada através de ofício enviado pelos locutores, relatando o caos e a situação de abandono em que se encontrava o veículo de comunicação. Para solucionar o problema, os sócios fundadores se reuniram para discutir as ações necessárias para a recuperação e reorganização da Rádio. A primeira medida foi convocar oficialmente a eleição de nova diretoria, já que há mais de 4 anos não houve a sua renovação. Esse vácuo ocasionou uma situação complicada: a “gestão” da rádio ficou subordinada a um político, o ex-prefeito e alguns correligionários. Atualmente o filho do ex-prefeito, Marcílio Torres, se denomina Diretor da Rádio, mas segundo os sócios fundadores não houve nenhuma eleição legal para tal nomeação e sequer Marcílio é sócio da instituição. Como Marcilio Torres recorreu à justiça para impedir a convocação de eleição de nova diretoria da Rádio, o caso deverá ser definido pelo juiz da Comarca de Tuparetama na próxima semana. 




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