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7.11.15

PREFEITO DÊVA PESSOA RESGATA KOMBI DO MUNICÍPIO DE TUPARETAMA. COMO ELA FOI PARAR NAS MÃOS DE TERCEIROS?


Quem é de Tuparetama ou acessa as redes sociais no município provavelmente leu ou ouviu falar sobre o tema mais comentado da semana: Kombi. O assunto que envolve um veículo repassado –ao que tudo indica de modo no mínimo "estranho"- pela gestão anterior, e agora recuperado de volta para o município pelo Prefeito Dêva Pessoa, tem um enredo digno de novela. 

No seu programa deste sábado, 07/11, “O Prefeito e o Povo” na Rádio realmente comunitária Bom Jesus FM, Dêva Pessoa explicou a história da Kombi e agora nós vamos colocar as informações de modo claro para os leitores do blog, nos atendo apenas aos fatos e documentos oficiais: 

O nosso relato começa com um telefonema do Sr. Hermes Constantino, do Recife, para a Prefeitura de Tuparetama, solicitando uma declaração do prefeito Dêva Pessoa autorizando-o a retirar da Delegacia de Polícia de Roubos e Furtos de Veículos, na capital, o veículo Kombi ano 1996 placa KIR 2410 que ele teria comprado anos atrás de terceiros, mas cuja documentação ainda estava no nome da Prefeitura de Tuparetama. ( veja cópia de doc. abaixo).


Sem ter conhecimento da existência dessa Kombi, o prefeito Dêva Pessoa autorizou a busca de documentos e informações nos arquivos da Prefeitura. A partir daí o que se descobriu? Uma sucessão de irregularidades. Vamos a elas: 

1- A Kombi de fato existia e pertencia à Prefeitura. Era uma ambulância desativada e foi colocada em leilão em 2005, o Processo Licitatório 023/2005- Leilão 001/2005. A Kombi foi colocada à venda com lance mínimo de R$ 6.000,00. No relatório do leilão e ATA, no entanto, consta que a referida Kombi não teve lance, ou seja, não foi vendida. (veja cópias de docs do processo do leilão e ata, abaixo





2- A Kombi foi colocada em leilão novamente ainda em 2005, pelo Processo Licitatório 028/2005, Leilão 002/2005. Desta vez ela foi reavaliada pela comissão num valor menor, com lance mínimo de R$ 4.500,00. No entanto, conforme consta na ATA da Comissão de Licitação, o leilão foi cancelado por impugnação do Sr. Thyago Franco de Souza. Ou seja, a Kombi NÃO FOI ARREMATADA NEM VENDIDA DE MODO LEGAL E OFICIAL. (veja docs abaixo)




3- Acontece que, desde então, a Kombi deixou a Prefeitura e passou por diversos compradores, chegando finalmente às mãos do Sr. Hermes Constantino que a utilizava em Recife para entregas de produtos. Veículo da Prefeitura de Tuparetama mas “vendida” e negociada por muitas mãos. Os cidadãos que declararam extra-oficialmente ter comprado a Kombi (por isso não vamos citar os nomes deles nessa matéria) alegam ter pago a quantia de 4 mil reais pela Kombi, através de depósito bancário. Um comprovante do depósito e do número da conta recebedora foi solicitado ao banco. Aguardemos os próximos lances dessa história. 

Recuperada pelo Prefeito Dêva Pessoa “graças” ao fato de ter sido furtada em Recife e ido parar na 1ª DPFRV – Delegacia Policial de Roubos e Furtos de Veículos em Recife, provavelmente a Kombi não saiu “voando” da garagem da Prefeitura de Tuparetama em 2005. 

Com os primeiros comentários sobre a história da Kombi colocados na Internet e muitos “memes” compartilhados, o ex-gestor Sávio Torres se adiantou em explicar o assunto no blog do seu grupo político. Sávio Torres informou que “a kombi foi leiloada no seu primeiro mandato porque era inservível para o município. O comprador não transferiu a propriedade do carro junto ao DETRAN, ou seja, continuou no nome da Prefeitura. Informou que o valor do veículo foi devidamente depositado na conta do Banco do Brasil da Prefeitura e que já está sendo providenciado o comprovante de depósito mas o banco demora um pouco para apresentar pois a transação já tem mais de 10 anos.” 

As indagações são muitas e infelizmente não foram devidamente esclarecidas pelo ex-gestor. As principais são: 
  • Como a Kombi foi vendida, se não teve lance no primeiro leilão e o segundo leilão foi cancelado? 
  • Mas, se a Kombi foi “comprada” (como de fato foi) que processo legal foi utilizado para sua venda? 
  • Quem autorizou a “venda” da Kombi? 
  • Quem entregou a Kombi? 
  • Quanto foi pago pela Kombi? 
  • Em qual conta foi depositado o dinheiro da compra da Kombi? 
  • Se a Kombi foi “vendida” legalmente, por que os recibos de compra e documentos não haviam sido entregues aos compradores até o momento? 
Sim, os recibos estavam na Prefeitura (pois,afinal,a Kombi pertence oficialmente e legalmente ao município) Aguardemos as respostas e comprovações. Mas lamentamos dizer, a história não pára na Kombi.... vem mais veículos voadores por aí. (abaixo os documentos da Kombi pertencente à Prefeitura de Tuparetama e devolvida ao município pela Polícia)


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