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19.11.15

QUE SERÁ DE NÓS? ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA METEOROLOGIA ALERTA PARA O PIOR EL-NIÑO DA HISTÓRIA E SECA MAIS INTENSA EM 2016

 
A percepção diária de todos nós que moramos no nordeste é uma só: estamos vivendo o período mais quente e mais seco de todos os tempos.  Atravessamos a pior estiagem já registrada. Barragens, açudes, poços e outras fontes de abastecimento de água estão secas ou entrando em colapso. A economia baseada na agropecuária passa por uma crise sem precedentes. Mas, acredite, ainda pode piorar.  As péssimas notícias desta semana vem da Organização Mundial da Meteorologia e a pergunta que nos fazemos é: conseguiremos resistir a mais um ano de seca? Pior: a um ano de seca mais intensa que a atual?
 

Na segunda-feira (16/11) um alerta foi emitido pela Organização Mundial da Meteorologia. O alerta informa que o El-niño piorará demais em 3 meses. A Organização Mundial de Meteorologia pediu que as medidas de prevenção implantadas em países aumentem. O nordeste braileiro é uma das regiões diretamente afetadas pelo El-niño, relacionado com os períodos de seca.

Habitualmente, os episódios do El Niño se intensificam no final do ano e alcançam a fase máxima entre outubro e janeiro, as vezes eles persistem até o primeiro trimestre antes de começar a perderem força. Acontece que em agosto deste ano as temperaturas da superfície do mar já chegaram a atingir 1,3 e 2 graus acima da média, superando em 1 grau o nível habitual do El Niño. Estimativas apontam que, no restante do ano, a temperatura da superfície da água do mar irá superar a temperatura normal em 2 graus centígrados, por isso a atual passagem do El Niño estará entre as três mais fortes registradas desde 1950.

O maior problema recai no fato de as condições meteorológicas do planeta terem se alterado por causa da mudança climática e as condições não são as mesmas de uma década e meia atrás: tendência geral para um aumento da temperatura do oceano, derretimento das geleiras do Ártico e diminuição de mais de 1 milhão de quilômetros quadrados da camada de neve no hemisfério norte. A Organização Mundial da Meteorologia teme que a interação entre o aquecimento global e o fenômeno possam ter efeitos desconhecidos e muito prejudiciais.

Animação explica fenômeno do aquecimento das águas do Pacífico que afetam o clima em todo o planeta
Segundo informações retiradas do site de monitoramento APOLO 11, Algumas imagens comparativas mostram as diferenças entre o El-niño de 97 (até então mais forte já registrado) e 2015 que ainda não acabou mas já entra pra história como o ano mais quente da História!

É preocupante e não deve ser ignorada a perspectiva de que a situação pode ficar pior em 2016 no Nordeste/Norte Oriental do Brasil com  grandes estiagens - estima-se uma queda de pelo menos 20% do índice de chuvas em relação a 2015-  e situação não menos mais calamitosa na chuvosa região Sul.
 
Comparações da temperatura do El-Niño em 1997 ( até então o mais intenso) e 2015
As consequências de mudanças abruptas climáticas refletem em todo o Planeta, grandes inundações, secas severas, tempestades mais intensas são só a gota do que estamos passando /  Com informações do site http://climatologiageografica.com.br/ . Veja mais aqui

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