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31.10.17

AGENDA CULTURAL DA REGIÃO TEM 25ª FESTA DE ZÉ DANTAS EM CARNAÍBA E FESTIVAL SERTÃO ALTERNATIVO EM AFOGADOS DA INGAZEIRA





13º ENCONTRO NORDESTINO DE XAXADO MOVIMENTA SERRA TELHADA


O 13º ENCONTRO NORDESTINO DE XAXADO em Serra Talhada reunirá grupos de xaxado de todo nordeste e convidados do sul e norte e acontecerá nos dias 01, 02, 03, 04 e 05 de novembro, na Estação do Forró, com polos no CÉU DAS ARTES, na Feira Livre e em Escolas públicas, em Serra Talhada. O evento tem o incentivo do FUNCULTURA / FUNDARPE / SECRETARIA DE CULTURA / GOVERNO DE PERNAMBUCO. 

Realizado desde 2002, é um dos mais importantes do interior do estado e reúne grupos para apresentações, além de Oficinas de danças, palestra sobre patrimônio, feira de artesanatos da região, mostra de comedoria sertaneja, apresentações musicais, passeio turístico ecológico ao Sítio Passagem das Pedras (onde nasceu Lampião) e a Fazenda Pedreira (do primeiro inimigo de Lampião, Zé Saturnino) e o Baile Perfumado, no Clube da Fazenda São Miguel, com Assisão. 

Cleonice Maria, presidente da Fundação Cabras de Lampião, entidade responsável pelo evento,  revela que houve um cuidado especial em cada detalhe da programação deste ano. Desde os locais que receberão as apresentações, até os Grupos e Cias convidados para participarem da festa. "Esse ano o Encontro Nordestino de Xaxado, o bicentenário da Revolução Pernambucana e 120 anos de nascimento de Lampião, tudo foi pensado nesse contexto. Os locais onde acontecerão os espetáculos são espaços emblemáticos na batalha cultural de Serra Talhada: A Estação do Forró, principal polo de apresentações, está instalado o Museu do Cangaço, o Parquer de Esculturas Ronaldo Aureliano e a Academia Serra-talhadense de Letras. O Pátio da Feira Livre tem uma relação íntima com a história do grupo, foi onde tudo começou, onde os Cabras de Lampião fizeram sua primeira apresentação". 

Ainda segundo Cleonice, "os grupos que foram selecionados e convidados esse ano são grupos que têm trajetória de luta e resistência em suas cidades e região, que conhecemos nas estradas da cultura, nos festivais e que sempre contribuíram bastante com nossa caminhada". 

PARA CONFERIR A PROGRAMAÇÃO COMPLETA E OUTRAS INFORMAÇÕES:
FUNDAÇÃO CULTURAL CABRAS DE LAMPIÃO 
Museu do Cangaço Vila Ferroviária, S/Nº - Centro CEP: 56.903-170 
Serra Talhada - Pernambuco 
Tel: (87) 3831 3860 / 9938 6035 
E-mail: cabrasdelampiao@gmail.com

30.10.17

TUPARETAMA 8 ANOS ATRÁS - LEMBRANÇAS DO TEMPO (04)















TESOUROS DA POESIA NORDESTINA (03)




ARTIGO | O golpe e a destruição da economia visando à sua desnacionalização

Além de privatizar os serviços públicos, o governo vende nosso patrimônio para o capital estrangeiro / Ilustração: Vini Oliveira


Marcio Pochmann* 
Rádio Brasil Atual

Depois de quase três anos de uma explosiva recessão no sistema produtivo brasileiro, as privatizações do governo Temer revelam-se mais do que a venda de bens e serviços públicos. O programa em curso, anunciado como suposto remédio para atrair investimento e crescimento, representa mesmo a desnacionalização profunda do patrimônio nacional, apontando claramente para um processo de conversão neocolonial. 

Pelo projeto português, o sentido colonial de mais de três séculos no Brasil foi a exploração a qualquer custo e a mais rápida possível submetida à absorção exclusiva pela coroa lusitana. Na atual conversão neocolonial, o patrimônio nacional passa a ser adquirido pelo capital estrangeiro que em seu benefício passará a comandá-lo. Enquanto o capital estadunidense parece se concentrar mais nas fontes petrolíferas, o capital chinês indica se apropriar de tudo o mais, sem que se perceba qualquer sinal de reação de uma possível presença da burguesia nacional. 

Na França do liberal Macron, defensor das forças de mercado, nota-se que a simples ameaça de aquisição pelo capital chinês de um estaleiro privado francês foi respondida pela estatização, como uma espécie de reflexo dos interesses da burguesia daquele país. Posições similares também podem ser identificadas tanto nos Estados Unidos como na Inglaterra, ambos liderados por governo neoliberais. 

Diante do acirramento da competição intercapitalista, parcela importante dos governos tem procurado defender os seus sistemas nacionais de produção e de emprego da força de trabalho, salvo onde os interesses econômicos dominantes terminaram por jogar a toalha. Esse parece bem ser o caso brasileiro, onde o cabresto neocolonial vem sendo rápida e passivamente assumido. 

Pelo governo Temer, a palavra privatização do setor público não assume o sentido similar do passado, uma vez que transcorre desacompanhado, em geral, da presença de capitalistas nacionais, quase sempre tomado pelo capital estrangeiro. Tanto assim que nas primeiras aquisições, o capital chinês que avança é justamente o estatal. Percebe-se que não se passa de uma questão ideológica, como para os neoliberais, que apostam sempre no capital privado por entender ser superior na administração ao setor público. 

Na venda do patrimônio nacional, o governo Temer só não permite estatal nacional, uma vez que tem estado presente o capital estatal estrangeiro. No mesmo sentido, observa-se também que devido ao desespero rentista, o governo atual vem se desfazendo rapidamente e a qualquer custo do setor público para simplesmente engordar o seu caixa e, assim, garantir consistência às combalidas finanças públicas aos credores da dívida pública. 

A proposta orçamentária para o ano de 2018 enviada ao Congresso Nacional pode ser consagrada, por exemplo, como uma peça de ficção e que deve, se aprovada, liquidar com uma parcela importante das políticas públicas nas áreas sociais. De forma concreta, o avanço do capital chinês sobre energia e infraestrutura, entre outros, pode estar indicando o ingresso do Brasil pela porta dos fundos no grande projeto Rota da Seda que se volta, a princípio, à integração na Eurásia. 

Ao se contabilizar até o momento a presença, por exemplo, do capital chinês no Brasil, percebe-se um traço marcante sobre a região Norte, parte necessária da vinculação com a Eurásia pelo pacífico. Isso evidentemente pode ser apenas uma parte de um todo, ainda não conhecido plenamente. Na consideração a respeito da venda de terras aos estrangeiros, bem como outros projetos em curso sobre infraestrutura para o transporte, podem estar consolidando o sentido neocolonial intrínseco ao processo atual de desnacionalização do governo Temer. 

(*) Marcio Pochmann é professor do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho, ambos da Universidade Estadual de Campinas.

26.10.17

ARTIGO | LEONARDO BOFF: A ideologia é como a sombra: sempre nos acompanha


em seu blog

O tema da ideologia está em pauta: ideologia de gênero, política, econômica, religiosa etc.Tentemos tirar a limpo esta questão. 

1.Todos têm uma determinada ideologia. Quer dizer, cada um se faz uma ideia (daí ideologia) da vida e do mundo. Tanto o pipoqueiro da esquina, quanto a atendende do telefone ou o professor universitário. Esta é inevitável, porque somos seres pensantes com ideias. Querer uma escola sem ideologia é não entender nada de ideologia. 

2.Cada grupo social ou classe projeta uma ideologia, uma visão geral das coisas. A razão é que a cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. Se alguém tens os pés na favela, tem uma certa ideia de mundo e de sociedade. Se alguém tem os pés num apartamenteo de luxo junto à praia, tem outra ideia do mundo e da sociedade. Conclusão: não só o indivíduo, mas também cada grupo social ou classe, inevitavelmente elaboram sua visão da vida e do mundo a partir de seu lugar social. 

3.Cada ideologia pessoal ou social, bem como todo saber, tem por detrás interesses, nem sempre explicitados. O interesse do operário é aumentar o seu salário. O do padrão, o de aumentar o seu lucro. O interesse de um morador da favela é sair daquela situação e ter sua casa decente. O interesse do morador de um apartamento de classe media é poder manter esse status social, sem ser ameaçado pela ascensão de gente do andar de baixo. Os interesses não convergem porque se aumenta o salário, diminui o lucro e vive-versa. Aqui se instaura um conflito. 

4. O interesse escondido atrás do discurso ideológico deve ser qualificado: ele pode ser legítimo e importa explicitá-lo. Por exemplo: tenho interesse que esse grupo de famílias crie uma pequena cooperativa de produtos orgânicos, de hortaliças, tomates, milho etc. Esse interesse é legítimo e pode ser dito publicamente. O interesse pode ser ilegítimo e é mantido oculto para não prejudicar quem o propõe. Exemplo: há grupos que combatem o nu artístico para, na verdade, encobrirem a homofobia, a supremacia da raça branca e a perseguição aos grupos LGBT. Ou um politico de um partido neoliberal cujo projeto é diminuir salarios, reduzir as aposentadorias e privatizar bens públicos apresenta-se como alguém que vai lutar pelos direitos dos trabalhadores, dos aposentados e defender a riqueza do Brasil. Ele ideologicamente oculta os reais interesses partidários para não perder votos. Essa ocultação é a ideologia como falsidade e ele, um hipócrita. 

5.A ideologia é o discurso do poder especialmente do poder dominante. O poder é dominante porque ele domina várias áreas sociais. As elites brasileira têm tanto poder a ponto de comprarem as demais elites. Pelo fato de serem dominantes, impõem sua ideia sobre a crise brasileira, culpando o Estado como ineficiente e perdulário, os líderes como corruptos e a política como o mundo do sujo. Por outro lado, exaltam as virtudes do mercado, as vantagens das privatizações e a necessidade de reduzir as reservas florestais da Amazônia para permitir o avanço do agro-negócio. Aqui se oculta conscientemente a corrupção do mercado onde atuam as grandes empresas que subtraem milhões dos impostos devidos, mantém caixa dois, promovem juros altos que favorecem o sistema especulativo financeiro que drena dinheiro público, tirado do povo, para os bolsos de minorias, que, no caso brasileiro, são seis bilionários, possuindo igual riqueza que 100 milhões de brasileiros pobres. Essas elites ocultam as agressões ecológicas, a desnacionalização da indústria e fazem propaganda do Agro porque é pop. Praticam deslavada ideologia como enganação. Há redes de televisão que são máquinas produtoras de ideologia de ocultação, negando ao povo, dados sobre a gravidade da situação atual, gerando espectadores alienados, pois creem em tais versões irreais. Para encobrir sua dominação, apoiam projetos que beneficiam crianças ou secundam grandes eventos artísticos para parecerem benfeitores públicos. Por detrás ocultam falctruas e apoiam abertamente determinados candidatos, satanizando a imagem do principal opositor. 

6.Há também a ideologia dos sem-poder, dos sem terra e sem teto e outros que para se sustentaram, elaboram discursos de resistência e de esperança. Mas essa ideologia é benéfica pois os ajuda a viver e a lutar. A ideologia é como uma sombra: sempre nos acompanha. Para superar as ilegítimas, faz-mister desmascará-la e trazer à luz os interesses escusos. E quando falamos a partir de um determinado lugar social, convém expliciatar no discuro nossa ideologia. Conscientizada, a ideologia se legitima e democraticamente pode ser discutida ou aceita. 


BRASIL DO GOLPE: Como votaram os deputados pernambucanos na segunda denúncia contra Temer



VERGONHA 1 - O plenário da Câmara dos Deputados barrou na noite da quarta-feira (25/10), pela segunda vez, o prosseguimento de uma denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer. O placar da acusação por obstrução da Justiça e organização criminosa foi mais apertado para o peemedebista do que o da primeira denúncia, por corrupção passiva, suspensa em agosto deste ano. 

VERGONHA 2 - Estima-se que a compra escandalosa de deputados para votar a favor de Temer custou entre  R$ 24 e  32,1 bilhões, valor da soma de concessões e medidas do governo para atender base no Congresso.   






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