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17.10.17

UNALGBT: Dois anos fortalecendo a luta LGBT e contra o retrocesso


Por Railídia Carvalho
Do site Vermelho 

A União Nacional LGBT (UNALGBT) completou dois anos nessa segunda-feira, 16 de outubro. É uma organização extremamente necessária num país como o Brasil, que  ostenta o título de país que mais assassina lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) no mundo. As estatísticas que aumentam a cada ano (123 mortes em 2015, 144 mortes em 2016) mantém em 2017 a tendência de alta: Em relação ao ano passado os números de mortes de LGBT subiram 18% no primeiro quadrimestre. 

Criada como reação à onda conservadora, a UNALGBT vem se fortalecendo contra essa ofensiva, legitimada pelo golpe de 2016 que destituiu a presidenta eleita Dilma Rousseff. 

O presidente da UNALGBT, Andrey Lemos reiterou que o atual governo de Michel Temer é um retrocesso para as demandas sociais. “O golpe é contra os direitos humanos, contra as mulheres, contra a população preta e contra a população LGBT, contra as políticas sociais e contra, principalmente, o projeto que vinha em curso de enfrentamento às desigualdades”, declarou o ativista. “As políticas afirmativas são muito importantes para nós mas para além disso precisamos de um Estado que se responsabilize pelos direitos garantidos na nossa Constituição cidadã e que seja responsabilizado pela violência que ceifa as vidas das pessoas LGBTs a cada 28 horas nesse país”. 

Andrey citou como exemplo de retrocesso a retirada pelo Ministério da Educação (MEC) dos termos identidade de gênero e orientação sexual da base nacional curricular comum. “É mais uma estratégica de invisibilizar a luta, o nosso segmento e pregar o ódio, a intolerância e o desrespeito às diferentes expressões de humanidade”. 

Dar visibilidade à luta LGBT é uma das bandeiras da entidade ao lado da criminalização da homofobia, luta pela conquista do nome social em todo o país e o combate ao Estatuto da Família. 

Como princípio norteador, a UNALGBT traz o debate para um novo modelo de sociedade. “Embora sejamos uma entidade LGBT, a ideia é que a luta ultrapasse as questões de gênero e orientação sexual e se norteie pela transformação social. Queremos discutir democracia, justiça, cidadania. Lutamos por uma sociedade livre, igualitária, justa e menos preconceituosa. Não dá para pensar em uma sociedade em que as pessoas possam usar seu nome social, mas não tenham emprego, por exemplo”, explicou Andrey Lemos. 

No início de outubro, integrantes do movimento LGBT entregaram na Câmara dos Deputados a Carta da Diversidade, documento que defende a aprovação de projetos que garantam a plena cidadania, sem discriminação, beneficiando mulheres, negros, trabalhadores, além da população LGBTI. A iniciativa tem o apoio de 15 partidos (PCdoB, PDT, PMDB, DEM, PP, PPS, Podemos, PSB, PSD, PSDB, PSOL, PT, PTB, PV e Rede Sustentabilidade). “É fundamental nos unirmos neste momento político do país em que o fascismo avança. Temos de promover o respeito à diversidade. A identidade de gênero é expressão da humanidade e precisa ser respeitada. Parlamentares de direita e de esquerda estão juntos defendendo direitos e a democracia”, destacou na Andrey Lemos que participou da reunião na Câmara. | (texto editado pelo blog  - Para ler a matéria original clique AQUI )


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