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7.3.18

Por que 8 de março é o Dia Internacional da Mulher?

 

A versão mais popular da origem do Dia Internacional da Mulher diz que a criação da data comemorativa foi por causa do incêndio em uma fábrica de roupas em Nova York. Porém, a história é um pouco diferente. Ainda que o incêndio tenha marcado a história, ele ocorreu em 25 de março de 1911.

O Dia da Mulher foi mencionado pela primeira vez em 1908, em uma marcha nos Estados Unidos que aconteceu em fevereiro daquele ano, em que mulheres socialistas protestavam pelo direito ao voto e melhores condições de trabalho.

No ano seguinte, a manifestação reuniu mais de duas mil pessoas. Em 1910, na Dinamarca, aconteceu o II Congresso De Mulheres Socialistas. Durante o encontro, Clara Zetkin, professora, ativista e jornalista voltada para o feminismo e igualdade de gênero, sugeriu a criação da data comemorativa, sem dia definido.

Já em 1911 aconteceram passeatas com o tema na Dinamarca, Suíça, Alemanha e Austria. 

O papel do famoso incêndio 

No fim do século 19 e começo do 20 as condições de trabalho eram sofríveis. Entre outros abusos, era comum que os donos de fábricas trancassem as portas e escondessem os relógios para que os funcionários perdessem a noção do tempo e trabalhassem mais, e na Triangle Shirtwaist Company não era diferente. 

O que não se esperava é que durante o “expediente” começasse o incêndio. Relatos indicam que haviam 600 pessoas no dia, em sua maioria mulheres entre 13 e 23 anos. Ao começar o fogo, os trabalhadores correram para o elevador, portas, janelas e terraço, tentando escapar, entretanto pelo fato da porta estar trancada, muitos não conseguiram escapar e pularam para morte. Outros morreram asfixiados por conta da fumaça e do fogo. No total morreram 146 pessoas, sendo 21 homens e 125 mulheres. 

A comoção foi tanta que dia 5 de abril, 100 mil pessoas se reuniram debaixo da chuva para acompanharem o funeral coletivo das vítimas. Hoje o local é ocupado pela Universidade De Nova York, que tem uma placa na frente explicando que “neste lugar, em 25 de março de 1911, 146 trabalhadores perderam suas vidas no incêndio da Companhia de Blusas Triangle.

Deste martírio resultaram novos conceitos de responsabilidade social e legislação do trabalho”.

A data 8 de março 

Várias manifestações intituladas de “Dia da Mulher” estavam acontecendo, porém foi na Rússia, em 1917, que aconteceu a primeira marcha no dia 8 de março. Trabalhadoras se reuniram por melhores condições de trabalho e contra a entrada da Rússia na Primeira Guerra Mundial. 

A partir dos anos 1960 a data passou a ser escolhida com frequência para os protestos a favor da igualdade de gênero, inclusive no Brasil durante a ditadura de 1964, e foi aos poucos se tornando, não oficialmente, o Dia Da Mulher, até 1975 quando a ONU declarou 8 de março como o Dia Internacional Da Mulher. 

Até os dias atuais as mulheres de todo o mundo continuam se organizando e lutando pelos seus direitos.

No Brasil, desde o golpe, o governo ilegítimo de Michel Temer está mostrando todas as suas garras com retrocessos e recortes nos direitos do povo, principalmente das mulheres.

O corte de investimentos em políticas públicas por 20 anos foi uma medida de grande violência contra as mulheres, pois o congelamento de recursos para saúde, educação e assistência social atinge profundamente a vida das mulheres, principais beneficiadas com estas políticas. 

Com desemprego, são as mulheres as mais prejudicadas Com o crescente aumento do desemprego, são as mulheres as mais prejudicadas, sendo as primeiras a serem demitidas e colocadas em trabalhos precarizados, informais, insalubres e com menores salários e direitos trabalhistas.


Também a proposta de reforma da Previdência pretende afetar mais a vida das mulheres. Esta reforma, também conhecida como “pé na cova” pretende alterar as regras para acessar o direito à aposentadoria, aumentando a idade mínima e o tempo de contribuição. Ou seja, se essa reforma for aprovada, o povo brasileiro terá que comprovar 49 anos de trabalho com carteira assinada! 

Vivemos atualmente em um contexto violento para a vida das mulheres, que inclusive reduz as políticas que poderiam enfrentar estas violências. 

Fonte: Resumo de textos de Isabela Villa e Joana Tavares (Sites: M de Mulher e Brasil de Fato)

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