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13.9.18

FEMINICÍDIO - DELEGADO DE TUPARETAMA AFIRMA QUE NÃO HÁ DÚVIDAS SOBRE O EX-MARIDO SER O AUTOR DO CRIME

Delegado de Tuparetama, Alisson Nunes

Em entrevista ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, o Delegado Alisson Nunes, de Tuparetama, deu detalhes da investigação sobre o feminicídio que chocou a região esta semana, a morte da PM Aline Araújo, 31 anos (fotos à esquerda, ocorrido na madrugada de segunda em Tuparetama. A policial foi assassinada em sua própria residência. 
O segurança Franciélio Rodrigo de Lima, ex-marido de Aline, conhecido por “Branco” foi tido desde o início como o principal suspeito e acabou preso depois de um  rápido e eficiente trabalho da polícia que o levou à confissão do crime. 

A respeito do trabalho realizado, o Delegado Alison Nunes comentou hoje no programa de rádio: “Inicialmente tivemos uma dificuldade e surgiram algumas linhas de investigação. Uma delas apontava na direção do ex-companheiro da vítima. No decorrer das investigações essa linha foi ganhando força. Ouvimos dez testemunhas. Infelizmente havia um histórico de agressões e ameaças. As provas foram surgindo, até que chegamos a autoria delitiva. Ele foi autor do crime. Aguardamos apenas algumas diligências para fechar nosso trabalho”. 

Franciélio está preso como autor do crime
Perguntado sobre a versão apresentada por Branco a uma emissora de rádio e que foi amplamente compartilhada pelas redes sociais, em que tenta jogar a culpa na vítima e ainda procura desqualificá-la moralmente, o Delegado deixou claro que a versão dada pelo réu à polícia é diferente da apresentada ao microfone do jornalista, mas não deu detalhes. “Ele foi ouvido novamente na delegacia de policia. Como o inquérito segue em sigilo, é importante não expor versão da delegacia. Tenho conhecimento dessa versão, mas vale o depoimento oficial. Quanto ao conteúdo não podemos revelar detalhes para não prejudicar o rumo das investigações”. 

Perguntado sobre as provas técnicas colhidas, o Delegado deixa claro não ter dúvida da autoria: “A gente pode afirmar com clareza que as provas colhidas na residência dele por mandato de busca domiciliar deram muitas evidências”. Ele foi preso temporariamente por 30 dias, podendo ser prorrogada. “Ao fim desse segundo prazo, pode ser convertida em prisão preventiva, sem prazo, se o Judiciário entender até o fim do processo judicial, podendo virar prisão pena”.  Franciélio Rodrigo de Lima está preso na Cadeia Pública de Tuparetama. 




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