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30.11.18

BRASIL | Bolsonaro presta continência a assessor de Trump, mas expõe ao ridículo seu próprio ministro; veja vídeos

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Jornalistas que testemunharam o encontro de Jair Bolsonaro com o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, que aconteceu nesta semana, disseram que o futuro presidente brasileiro prestou continência ao assessor de Trump. O vídeo acima confirma. 

O gesto, simbólico de apreço, em geral é feito por subordinados. Bolton, em recente discurso em Miami, retomou o discurso de George W. Bush sobre um suposto “eixo do mal”, só que desta vez na América Latina: Nicarágua, Cuba e Venezuela. 

São países em que os Estados Unidos, através de bloqueios e sanções econômicas, ações clandestinas e propaganda, tentam promover troca de regime. Para isso, agora contam com o Brasil.  A primeira ação “eficaz” do ponto-de-vista de Washington foi a destruição do programa Mais Médicos no Brasil, em que Bolsonaro denunciou os médicos cubanos como “escravos”. 

É importante lembrar que durante a guerra fria os EUA financiaram direta ou indiretamente intelectuais de esquerda que se opunham à União Soviética. Bolton é o clássico apparatchik norte americano, tendo servido aos governos de Ronald Reagan e Bush filho. Ele é um dos responsáveis pela decisão de cancelar o acordo nuclear firmado entre EUA e aliados europeus com o Irã durante o governo Obama. 

O objetivo é, contando com a aliança Israel-Arábia Saudita, promover a troca de regime também no Irã. Uma aliança na qual os EUA já contam com o Brasil, depois da recente visita do filho de Bolsonaro, Eduardo, a Washington. Eduardo disse que não teme um boicote às exportações brasileiras para países árabes se a embaixada brasileira em Israel for transferida de Tel Aviv para Jerusalém — repetindo o que fizeram os Estados Unidos. Segundo Eduardo, será possível trabalhar com países árabes de maioria sunita que enfrentam o Irã xiita. 

Afinal, quem é esse Bolton?  O ex-ministro Celso Amorim conta quem é:



O Brasil também deu um sinal claro de que vai se alinhar a Donald Trump nas questões ambientais. Trump disse que não acredita num relatório emitido recentemente pelo seu próprio governo, segundo o qual o aquecimento global provocará grandes danos à economia dos Estados Unidos. Bolsonaro, por sua vez, de olho em ocupar a Amazônia com o agronegócio, interferiu para que o Brasil não sediasse, no ano que vem, a Conferência do Clima das Nações Unidas, a COP 25.

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