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22.11.18

BRASIL | NÃO ERA CONTRA A CORRUPÇÃO: Bolsonaro convoca mais um investigado para ministério


Com informações de  Elisa Clavery e Filipe Matoso, TV Globo e G1 — Brasília

Mandetta (DEM)
Afirmando que o deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) não é réu na Justiça e que só acusação “robusta” vai tirar algum ministro do seu governo, Jair Bolsonaro anunciou que Mandetta será o ministro da Saúde a partir de 2019. Luiz Henrique Mandetta é investigado por fraude em licitação, tráfico de influência e caixa 2 em um contrato para implementar um sistema de informatização na saúde em Campo Grande, no período em que foi secretário. 

Bolsonaro tentou minimizar a escolha de mais um acusado de corrupção para sua equipe: “Tem uma acusação contra ele [Mandetta] de 2009, se não me engano, e não deu um passo o processo ainda. Ele nem é réu ainda. O que está acertado entre nós? Qualquer denúncia ou acusação que seja robusta, [o ministro] não fará parte do governo”, afirmou. Por sua vez Mandetta deu uma entrevista e comentou as acusações contra ele, negando ter cometido irregularidades. 

Mandetta não é o único com suspeita de corrupção na equipe montada por Bolsonaro. Além de Mandetta, a futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, é investigada por supostamente beneficiar a JBS, o que ela nega; o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, é investigado por suposto recebimento de caixa 2, o que ele nega; o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, é investigado por supostas irregularidades em fundos de pensão, o que ele nega. 

Entenda o caso de Mandetta - O sistema de Gerenciamento de Informações Integradas da Saúde (Gisa) custou quase R$ 10 milhões entre recursos federais e municipais. Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou um prejuízo de cerca de R$ 6 milhões em pagamentos indevidos por serviços não executados. Conforme Mandetta, o projeto sofreu uma “ruptura” por parte da administração que assumiu a prefeitura de Campo Grande em 2013. “Projeto sofreu uma ruptura por parte da prefeitura que entrou em 2013, foram demitidos todos os técnicos, projeto ficou sem condições de dar continuidade por interrupção administrativa, renovaram convenio e não renovaram o contrato”, disse. Mandetta reconheceu que se sente “desconfortável” pela situação, porém destacou que não é réu no caso.  

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