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7.12.18

ESCÂNDALO! | DE 2016 para 2017 aumentou em 500 mil o número de crianças na miséria, no Brasil.


Adaptado de texto de Fernando Brito no Tijolaço

O assunto não "interessou" aos grandes jornais nem às TVs do país. Talvez você não tenha visto ou lido nada a respeito ainda. A nota do jornalista Bruno Villas Bôas publicada no VALOR retrata o cinismo nacional e a estupidez de uma imprensa que perde tempo discutindo idiotices como o “marxismo nas escolas” e a "masturbação de bebês de sete meses", coisa que só pode ocupar a cabeça de tarados imbecilizados. 

Brasil tem 5,2 milhões de crianças na miséria, escreve Bruno, com simplicidade, porque o escândalo que isso representa dispensa qualquer adjetivo

Escândalo que está a todo vapor, diante de nossos olhos, nas calçadas e também nos números do IBGE: em apenas um ano, de 2016 para 2017, 500 mil crianças entraram nesta condição de indigência, porque a miséria não é retórica, é viver com pouco mais de R$ 6 por dia. Seis reais, é, seis reais. 

Nossos governantes e nossa elite pensante estão apavorados com a “doutrinação” e com “a perda dos valores cristãos”, mas os meninos e meninas estão mesmo é procurando algo para roer e aplacar a ‘ideologia’ do estômago. 

Na velocidade em que estamos, despejam-se, por semana, quase 10 mil novas crianças neste inferno. Foi preciso formarmos um geração de cínicos, uma camada de tecnocratas insensíveis, uma crosta de jornalistas cínicos e cúmplices para chegar a este “espetáculo”. 

Foi preciso morrerem homens como Darcy Ribeiro, Leonel Brizola, foi preciso prenderem Lula para que víssemos como “normal” que isso aconteça. Afinal, não custa nada ao Estado. Sai barato, embora transforme a vida em um pesadelo e converta, pelo medo, cada um de nós em um monstro que só deseja ordem, segurança, polícia e, quem sabe, um Herodes.

"É só tirar o PT que melhora" 
Sim, viramos um Brasil de monstros, porque não merece outro nome quem produz, em apenas um ano, meio milhão de potenciais pedintes, meio milhão de potenciais criminosos, meio milhão de párias, porque não haverá, senão para uns poucos deles, futuro diferente. 

E este PIB de horror, o da Pobre Infância Brasileira, afinal, cresce 10% ao ano. E, afinal, eles não são capazes de provocar uma comoção como gerada pelo cãozinho do Carrefour, se nem uma notícia valem. 

No Brasil do falso moralismo, o que mais imoral que condenar as nossas crianças a uma vida sem esperanças?

"Tem que manter isso aí" 

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