21.3.19

SAÚDE | De pior a pior: remédios terão reajuste em Abril


Os medicamentos vão ficar mais caros a partir do dia primeiro de abril com reajuste da média da inflação mais a produtividade do setor farmacêutico. O índice oficial será divulgado pelo Ministério da Saúde até o próximo dia 31 de março no Diário Oficial da União. 

O presidente da Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrapar) Edson Tomascia, diz que o reajuste já estava previsto e engloba os custos da indústria farmacêutica desde o último aumento, em abril de 2018. De acordo com Tomascia, o reajuste anual não compensa os custos da indústria que são calculados em dólar, e as farmácias não podem evitar o repasse ao consumidor porque já vão comprar com preços novos. “A alternativa para quem faz uso contínuo de remédios, se tiver condições, é antecipar as compras para driblar o aumento”, sugere.

Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de Pernambuco (Sincofarma), Ozéas Gomes, os reajustes nos últimos cinco anos não representam as despesas que sobem, anualmente, sempre acima da inflação. “Salários dos funcionários, luz, água, impostos, e outras despesas fixas, sobem cerca de 10% por ano”, justifica.

O chororô dos representantes das Farmácias e Indústria de medicamentos é esperado, como estratégia para justificar o aumento, mas o setor não tem passado por prejuízos: As vendas das farmacêuticas continuam de vento em popa, bem acima dos 10%. Aliás, em 2021 o Brasil deve se tornar o quinto mercado mundial de medicamentos.

O peso do aumento do preço de medicamentos na verdade recai sobre o cidadão doente, com salário sem reajuste desde o golpe que tirou Dilma e colocou Temer no poder.

Pior ainda para o pobre que depende da Farmácia Popular e da doação de medicamentos pelo governo: desde 2017 orçamento federal para programas de acesso a medicamentos caiu 14,4%, muito mais do que a queda geral do orçamento da Saúde, que foi 3% (isso logo após a emenda do Teto dos Gastos).  Com Bolsonaro já está pior, com o fim da Farmácia Popular.

No entanto, apesar de cortar na assistência, o governo do golpista Temer e agora o de Bolsonaro segue com crescentes subsídios ao setor. Em tese esses subsídios deveriam se converter em preços mais baixos para o consumidor, mas isso não acontece. Por que será?   

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