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17.9.19

DENÚNCIA | TUPARETAMA E INGAZEIRA SÃO CAMPEÕES DO DESMATAMENTO NA REGIÃO, DIZ COORDENADOR DA DIACONIA

Afonso Cavalcanti nos estúdios da Rádio Pajeú | Foto: Blog do Nill Junior

Com informações de André Luis no blog de Nill Junior

O coordenador da ONG Diaconia, Afonso Cavalcanti, que também é membro do Grupo Fé e Política Dom Francisco, da Diocese de Afogados da Ingazeira, que luta contra o desmatamento ilegal no Pajeú, falou nesta segunda-feira (16) durante o programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú FM sobre o processo de desertificação do semiárido.

Segundo estimativas do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens e Satélites (Lapis), ligado à Universidade Federal de Alagoas (Ufal), 12,85% do semiárido brasileiro enfrenta o processo de desertificação. Ou seja, considerando uma área total de 982.563,3 km² dessa região, 126.336 km² estão se transformando em deserto – conforme monitoramento realizado entre 2013 e 2017 e divulgado no início de julho. 

Imagem de satélite do município de Tuparetama (linhas em vermelho) 
no Google Maps 
“Pernambuco tem duas áreas em processo de desertificação que é Cabrobó e alguns trechos da região do Araripe. O Pajeú não está enquadrado nas áreas passiveis de desertificação, nas que já foram catalogadas e que foram identificadas, há áreas com potencial para a desertificação”, informou Afonso.  

Ele informou ainda que na região do Pajeú Tuparetama e Ingazeira são áreas que quase não tem mais vegetação para derrubar. “Por incrível que pareça a indústria do desmatamento do Pajeú está nesses dois lugares, os maiores desmatadores, as estruturas de estoque e carregamento de lenha, os donos de caminhões, de equipes de motosserra, esses dois municípios já foram praticamente devastados”, denunciou.

Afonso criticou o fato de que Pernambuco é um estado muito avançado em termos de elaboração de políticas e propostas, como por exemplo o Plano de Convivência com o Semiárido e Plano de Combate à Desertificação, mas que não consegue colocar em prática nenhum dos dois. "Não temos no Estado uma política concreta, há um plano mas não há ainda uma política e não temos medidas que diminuam essa velocidade de desmatamento nas áreas com risco de desertificação", desabafou Afonso.

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